Desde 20 de setembro de 2025, o pedido de registro de marca no INPI custa R$ 440 por classe de atividade, com desconto de 50% pra MEI, ME/EPP, pessoa física e entidade sem fins lucrativos, ou R$ 880 por classe pra pessoa jurídica em geral, num pagamento único que já cobre exame, certificado e a primeira década de proteção. Cada classe adicional soma outra taxa inteira: não existe um valor único "de registro de marca", existe um valor por escopo de proteção. Confira a tabela completa e a fonte oficial.
O que muda o valor final é o enquadramento de quem pede (o desconto de 50% pra MEI, ME/EPP, pessoa física e entidade sem fins lucrativos, ou a isenção total pra quem tem CadÚnico ou deficiência), não a tabela em si. Uma confecção que vende roupa, mas também calçados e acessórios sob a mesma marca, precisa proteger cada uma dessas frentes separadamente, porque a classe de vestuário não cobre calçado automaticamente; o honorário de quem conduz o processo é parecido independente do porte da empresa, e é ele que decide quantas classes o seu caso realmente exige.
Por que isso pesa mais em Blumenau
A cidade é sede histórica de grupos como Hering e Karsten e polo de confecção do Vale do Itajaí, região onde é comum uma marca de moda nascer numa categoria e expandir pra outras em pouco tempo: linha de roupa que vira também linha de cama, mesa e banho, ou marca de vestuário que lança acessórios pra reforçar a Febratex, a maior feira têxtil das Américas, que em 2026 chega à 19ª edição no Parque Vila Germânica. Cada expansão de categoria é uma classe nova a proteger.
Registrar só na classe do produto atual e deixar a expansão pra depois é decisão razoável em termos de caixa, contanto que seja decisão consciente, não descuido. O problema é descobrir tarde demais que a classe nova já tem marca parecida registrada, porque aí o indeferimento cobra a taxa de novo sem entregar proteção nenhuma. A pesquisa de viabilidade no INPI é gratuita e mostra, classe por classe, onde dá pra crescer com segurança. Falar com a Oneck →



