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Retargeting/Remarketing: a perseguição consentida que costuma dar resultado

19 de maio de 20262 min de leitura
Retargeting/Remarketing: a perseguição consentida que costuma dar resultado

Retargeting, também chamado de remarketing dependendo da plataforma e de qual glossário você consultar, é a estratégia de reimpactar pessoas que já tiveram algum tipo de contato com a sua marca antes: visitaram o site, colocaram produto no carrinho e não finalizaram, assistiram parte de um vídeo, interagiram com uma postagem. Em vez de gastar orçamento tentando apresentar sua marca para desconhecidos completos, você concentra esforço em quem já demonstrou algum sinal de interesse, mesmo que pequeno.

Tecnicamente, isso funciona através de rastreamento: um pixel instalado no site, um evento de aplicativo ou uma lista de contatos carregada manualmente identifica esses usuários e permite que a plataforma volte a exibir anúncios especificamente para eles, geralmente com uma mensagem mais direta do que seria apropriado para alguém que nunca ouviu falar da marca. Quem abandonou carrinho pode ver um anúncio de lembrete com aquele produto específico. Quem leu um artigo do blog pode ver a oferta relacionada àquele conteúdo.

Chamar isso de "perseguição consentida" não é exagero irreverente gratuito, é descrição precisa do mecanismo. A pessoa, ao navegar num site com pixel instalado ou ao interagir com um conteúdo, deixou um rastro que a própria plataforma usa depois para trazê-la de volta. Não é invasão de privacidade no sentido estrito, já que existem regulações e opções de opt-out, mas é, sem dúvida, um acompanhamento silencioso que boa parte dos usuários nem percebe que está acontecendo até reparar que aquele tênis que olharam uma vez os segue por três semanas em todo site que visitam depois.

O motivo de retargeting converter tão bem, geralmente com CPA mais baixo que campanhas de topo de funil, é justamente esse: você está falando com gente que já passou pela etapa mais difícil, que é conhecer a marca e considerar a possibilidade de compra. O trabalho que sobra é resolver a hesitação final. A armadilha comum aqui é exagerar na frequência dessa perseguição a ponto de ela deixar de ser lembrete gentil e virar motivo de irritação, o que empurra a pessoa para longe exatamente quando ela estava perto de decidir.

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