O valor que o INPI cobra é só metade da conta. É a taxa oficial, paga via GRU em dois momentos (pedido e concessão), com desconto pra MEI, ME/EPP e pessoa física, e o número exato está sempre em gov.br/inpi porque a tabela muda com o tempo. A outra metade é o honorário de quem conduz o processo, e esse cálculo vale tanto pra uma fábrica de autopeças de São José dos Pinhais quanto pra uma startup nascida no Vale do Pinhão.
Separar essas duas partes evita a maior confusão de quem pesquisa "valor do INPI": o número da taxa oficial não é o valor final de registrar uma marca, só a fatia que vai pro governo. Falta somar a pesquisa de viabilidade, a definição da classe certa e o acompanhamento até o certificado, que é o honorário e, segundo a Oneck, fica entre R$ 1,8 mil e R$ 3,5 mil pro registro completo. O artigo completo sobre quanto custa registrar marca em Curitiba detalha essa conta com mais profundidade.
O peso desse valor pra quem fornece pro polo automotivo
O Paraná responde por cerca de 12% da produção nacional de veículos, e boa parte dessa cadeia está em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, com fábricas como Renault, Volkswagen/Audi e Volvo e centenas de fornecedores de autopeças espalhados entre os níveis tier 1, 2 e 3. Pra esse tipo de negócio, orçar só a taxa do INPI e esquecer o honorário é subestimar o custo real de proteger o nome antes de assinar contrato com montadora.
Startup do Vale do Pinhão, apoiada em espaços como o Pinhão Hub, enfrenta a mesma armadilha de outro jeito: acha que já resolveu o problema porque viu o valor da taxa em algum lugar, sem contar a parte do processo que decide se o pedido sai do papel.
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