Um nome disponível pra registro passa por duas checagens diferentes. A primeira é não colidir com marca já registrada, idêntica ou parecida, dentro da sua classe. A segunda, que passa batido pra muita gente, é ter distintividade suficiente pra funcionar como marca: um nome genérico ou puramente descritivo do produto some de qualquer busca de colisão e, mesmo limpo nesse quesito, ainda cai pela falta de distintividade na análise do examinador.
"Peça Boa" pra vender autopeça, ou "Café Curitibano" pra vender café, são o tipo de nome que passa despercebido numa pesquisa rápida e trava na análise do examinador, porque descreve o produto em vez de identificar quem o vende. Disponibilidade de verdade é a soma dessas duas checagens, e o guia completo de consulta de marca no INPI detalha como avaliar cada uma antes de protocolar.
Nome disponível em Curitiba: cuidado com o óbvio numa economia desse tamanho
Curitiba responde por 1,1% de todo o PIB gerado no Brasil, a maior participação entre as capitais da Região Sul, à frente de Porto Alegre, e soma mais de R$ 120 bilhões em riqueza produzida por ano. Num mercado desse porte, a tentação de escolher um nome óbvio, fácil de entender de cara, é grande, e é exatamente esse tipo de nome que corre risco maior de recusa por falta de distintividade, mesmo quando não existe nada igual registrado antes.
Num polo com centenas de empresas do mesmo ramo, seja no automotivo de São José dos Pinhais, seja no varejo do centro da cidade, um nome genérico também se perde no meio da concorrência, o que já é ruim pro negócio antes de ser ruim pro registro.
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