Reach, em português alcance, é a métrica que responde a uma pergunta bem direta: quantas pessoas únicas, de carne e osso, foram impactadas pela sua campanha. Diferente de impressões, que conta cada exibição do anúncio, repetição incluída, reach conta cada pessoa apenas uma vez, não importa quantas vezes ela tenha visto o anúncio durante o período da campanha.
Essa distinção parece detalhe técnico, mas é o tipo de coisa que muda completamente a leitura de um relatório. Uma campanha pode gerar cem mil impressões e ter um reach de apenas cinco mil pessoas, o que significa que aquele público relativamente pequeno viu o anúncio, em média, vinte vezes cada um. A mesma campanha, com o mesmo número de impressões, pode ter um reach de oitenta mil pessoas, indicando que a mensagem chegou a um público bem mais amplo, com repetição bem menor por pessoa. São dois cenários de campanha completamente diferentes escondidos atrás do mesmo número de impressões, e só o reach revela qual dos dois você está vivendo.
Reach costuma ser a métrica protagonista em campanhas de topo de funil, aquelas cujo objetivo é apresentar a marca ao maior número possível de pessoas novas, em vez de reforçar mensagem para quem já viu o anúncio dez vezes. Se o objetivo da campanha é construir reconhecimento de marca amplo, um reach crescente é sinal de que o dinheiro está sendo bem investido em expandir o público impactado, não apenas em repetir para o mesmo grupo de sempre.
O erro comum ao lidar com reach é assumir que alcance grande sozinho garante resultado de negócio. Reach é sobre quantidade de pessoas alcançadas, não sobre a qualidade dessa exposição ou a intenção de quem foi impactado. Uma campanha pode ter reach altíssimo entre um público que nunca vai comprar aquele produto, e isso não é sucesso, é desperdício de orçamento disfarçado de número bonito. Reach precisa ser lido junto com a qualidade da segmentação: alcance grande no público certo constrói marca, alcance grande no público errado só constrói uma sensação falsa de trabalho feito.



