CPC é a sigla para Custo Por Clique, e é provavelmente a primeira métrica que qualquer gestor de tráfego aprende a citar em reunião para soar competente. Faz sentido: é a mais fácil de entender do glossário inteiro. Alguém clica no seu anúncio, você paga um valor por isso. Fim da explicação, início da confusão.
Na prática, o CPC é calculado dividindo o total investido pelo número de cliques recebidos. Se você gastou R$ 500 e recebeu 250 cliques, seu CPC é R$ 2. A plataforma (Google, Meta, LinkedIn, o que for) leva em conta a concorrência pelo público, a qualidade do anúncio e o quanto outros anunciantes estão dispostos a pagar pelo mesmo clique. Por isso CPC varia de nicho para nicho: um clique em anúncio de advogado tributarista custa mais caro que um clique em anúncio de pet shop, porque o valor do cliente no fim da linha é diferente.
O problema não é a métrica, é o vício nela. CPC baixo é ótimo para o relatório e péssimo para o caixa se o clique não vira nada depois. Já vimos campanha com CPC de R$ 0,30 que não gerava uma venda sequer, porque o anúncio prometia uma coisa e a página de destino entregava outra completamente diferente, ou pior, demorava oito segundos para carregar. Cliente clicou, cliente foi embora, e o gestor comemorou o CPC baixo como se fosse resultado.
A armadilha mais comum é otimizar campanha inteira para reduzir CPC sem olhar o que acontece depois do clique. Isso costuma atrair público curioso, não público comprador: gente clicando por impulso ou curiosidade, sem intenção real. CPC é ponto de partida da análise, não ponto de chegada. Use ele para entender a competitividade do seu público e a eficiência do seu criativo, mas nunca para decretar sucesso de campanha sozinho. Quem só olha CPC está medindo a temperatura da sala e chamando isso de diagnóstico médico.



