
Impressões: o número que sobe fácil e impressiona pouco
Impressões contam o total de vezes que o anúncio foi exibido, repetição incluída. É a métrica mais fácil de inflar e a mais fácil de mal interpretar em qualquer relatório de mídia.
20 anos de mercado viram artigo aqui: marketing, SEO, GEO, registro de marcas e tecnologia. Sem hype, com a parte que importa.
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Impressões contam o total de vezes que o anúncio foi exibido, repetição incluída. É a métrica mais fácil de inflar e a mais fácil de mal interpretar em qualquer relatório de mídia.

GRP combina alcance e frequência numa única conta, herança direta da mídia tradicional. Digital tem métrica mais sofisticada, mas GRP continua vivíssimo no planejamento de mídia offline.

Frequência mede quantas vezes, em média, a mesma pessoa viu o seu anúncio. Passe do ponto certo e a lembrança de marca vira irritação pura.

CTR mostra a porcentagem de quem viu o anúncio e clicou nele. CTR alto com conversão baixa é sinal claro de promessa vazia.

CPV é o custo por visualização em campanhas de vídeo. O problema é que cada plataforma decide sozinha o que conta como 'visualização', e nem sempre é o que você imagina.

CPM é quanto custa colocar seu anúncio na frente de mil pessoas. Boa métrica de alcance, péssima métrica de atenção.

CPL mostra quanto custou gerar cada lead. O detalhe que muita campanha esconde: lead barato e lead ruim custam exatamente o mesmo para o time comercial descartar.

CPI mede quanto custou cada instalação de um aplicativo. O detalhe incômodo: instalação não é uso, e app desinstalado no dia seguinte conta do mesmo jeito.

CPC é quanto você paga cada vez que alguém clica no seu anúncio. Simples de calcular, perigoso de idolatrar: clique não é venda.

CPA mede quanto custou cada conversão real, seja venda, cadastro ou lead. É a métrica que separa campanha bonita de campanha que paga as contas.

CAPI é o rastreamento server-side que contorna bloqueio de cookies e ad blockers, enviando dados de conversão direto do servidor para a plataforma. Virou item obrigatório na era da privacidade.

ACOS mede o custo do anúncio em relação à receita que ele mesmo gerou dentro do marketplace. Parece completo, mas esconde tudo que a marca vendeu sem depender de mídia paga.

SERP é a página de resultados que aparece depois de uma busca. Entender o que domina ali, anúncio, vídeo ou resposta de IA, define toda a estratégia antes de escrever a primeira linha de conteúdo.

SEO é o conjunto de práticas para melhorar o posicionamento orgânico de um site nos buscadores. Não é mágica, é trabalho de longo prazo que continua rendendo depois que a verba acaba.

SEM é o marketing feito dentro dos mecanismos de busca, unindo SEO e anúncios pagos. No dia a dia, viveu para significar 'só mídia paga', e essa imprecisão virou consenso.

DR e DA são métricas de ferramentas de SEO que estimam a força de autoridade de um domínio numa escala relativa. Não são oficiais do Google, mas viraram a linguagem que o mercado inteiro fala.

Backlink é um link de outro site apontando para o seu. É um dos sinais mais fortes de autoridade para o Google, e também um dos mais fáceis de conseguir da forma errada.

Upsell é a venda de uma versão superior do que o cliente já usa. Bem feito, aumenta o ticket sem parecer insistência; malfeito, soa desespero de quem precisa bater meta.

Onboarding é o processo de ativação inicial do cliente, ensinando a usar o produto ou serviço logo na largada. É também a primeira causa de churn que ninguém admite em reunião.

NPS mede o quanto seus clientes recomendariam sua empresa, mas o número bonito no slide nem sempre reflete cliente fiel. Entenda o que ele mede de verdade e onde a conta engana.

DAU e MAU medem usuários ativos diários e mensais em produtos digitais. A razão entre os dois mostra se o app entrou na rotina do usuário ou só ocupa espaço na tela inicial.

Cross-sell é a venda de um produto complementar ao que o cliente já comprou, aproveitando a confiança já construída. Simples na teoria, fácil de estragar na prática.

Análise de coorte agrupa clientes pela data de entrada e acompanha cada safra ao longo do tempo, revelando se a retenção melhora ou piora de verdade.

AARRR, ou Pirate Metrics, mapeia a jornada do usuário em cinco etapas: Aquisição, Ativação, Retenção, Referência e Receita. Popular em startup, útil pra qualquer negócio que queira parar de olhar só pro topo do funil.