Marca e patente são dois processos separados dentro do INPI, com passo a passo próprio cada um, e não existe ordem obrigatória entre eles. Em Piracicaba, esse detalhe pega justamente quem mais precisaria saber: startups saídas do entorno da ESALQ/USP que criam uma tecnologia nova e tratam "proteger a empresa" como se fosse uma coisa só.
O passo a passo da marca é o que este site cobre: pesquisa de nome, definição de classe, pagamento da GRU, protocolo no e-Marcas, exame formal com publicação na Revista da Propriedade Industrial, exame de mérito e certificado. Patente segue outro rito no INPI, com outro exame técnico e outro prazo, normalmente bem mais longo. Na prática, o nome do negócio costuma nascer primeiro, então faz sentido resolver a marca cedo. Pra ver as sete etapas do lado da marca em detalhe, tem o guia de como fazer registro de marca em Piracicaba.
Piracicaba tem um ecossistema de agtechs que nasce direto do campus da ESALQ, junto de eventos locais de inovação no agro como o EP Agro Summit e a Arena Agro, realizada no Pecege. É comum essas empresas usarem o nome em pitch de investidor antes de qualquer patente estar sequer depositada, o que torna o registro de marca a etapa mais barata e mais urgente das duas, não a secundária. Numa cidade com 17.061 empresas atuantes (IBGE, 2021) e uma universidade que empurra pesquisa aplicada pra fora do campus o ano inteiro, é natural que apareça tecnologia nova todo mês, cada uma com um nome que precisa de dono antes de virar produto.
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