Manter uma patente ativa custa uma retribuição anual paga ao INPI a partir do terceiro ano do pedido, valor que cresce a cada ano que passa. É diferente do registro de marca, que não tem taxa anual e se renova de 10 em 10 anos. Confundir os dois processos é comum em Piracicaba, onde agtechs da ESALQ e indústria metalmecânica pedem patente e marca no mesmo projeto e acabam orçando como se fosse uma taxa só, quando são duas contas com calendário separado.
No registro de marca, a conta que importa é outra: taxa do INPI, que varia por perfil de quem pede, somada ao honorário de quem toca o processo, sem cobrança anual depois disso. Já a patente segue lógica de retribuição continuada, prevista na tabela oficial do INPI (gov.br/inpi), e parar de pagar significa perder o direito antes mesmo do prazo de proteção acabar. Quem quer entender a fundo a lógica de taxa mais honorário do registro de marca tem o guia completo de quanto custa registrar marca em Piracicaba.
Isso pesa mais em Piracicaba do que em cidade sem parque industrial: a cidade reúne multinacionais como Caterpillar e Hyundai no setor metalmecânico ao lado do ecossistema de agtechs que nasce ao redor da ESALQ/USP, dois ambientes onde é comum existir maquinário ou processo próprio por trás do produto, não só um nome. Nesses casos, esquecer uma retribuição anual da patente é jogar fora um investimento de pesquisa que levou anos pra sair do papel, o tipo de erro caro que reforça por que taxa e prazo de marca e patente merecem calendários separados.
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