Registrar uma marca inteiramente de graça não existe em lugar nenhum do Brasil, incluindo Campinas: a GRU, taxa federal do INPI, é obrigatória pra todo mundo, e paga em dois momentos, no pedido e na concessão. O que é gratuito, e vale a pena usar bastante, é a pesquisa de viabilidade, que confirma se o nome está livre antes de você gastar um centavo com a taxa.
Quem promete "registro de marca grátis" geralmente está falando de duas coisas: da consulta ao banco de dados do INPI, que é mesmo sem custo, ou de um MEI e pessoa física pagando GRU reduzida em relação a empresa de porte maior, o que não é o mesmo que zero. A confusão entre esses dois sentidos é o motivo de tanta gente chegar no protocolo achando que não vai pagar nada e desistir no meio do caminho. O guia completo de como fazer registro de marca em Campinas explica onde entra a taxa em cada uma das sete etapas.
Campinas tem 128.730 MEIs ativos, público que mais se beneficia da GRU reduzida e que também é o mais sensível a promessa de "grátis" sem letra miúda. Ao mesmo tempo, a cidade tem startups saindo do Parque Científico da Unicamp direto pra rodada de investimento, onde o investidor espera ver a taxa de registro já prevista no orçamento, não tratada como um custo surpresa descoberto depois.
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