Registrar marca não tem uma taxa só, tem no mínimo duas: uma no pedido e outra na concessão, ambas pagas via GRU do INPI. E o registro não é vitalício, então depois do certificado ainda existe a taxa de renovação, cobrada a cada dez anos. Startup do Vale do Pinhão que pensa em levantar uma rodada daqui a três anos já entra nesse jogo sabendo que essa conta se repete, não termina no dia em que o certificado sai.
O valor de cada uma dessas taxas muda conforme o perfil de quem pede (MEI, ME/EPP e pessoa física pagam menos) e está sempre atualizado em gov.br/inpi. O que a maioria não pensa é no calendário: entre o pedido e a concessão passam-se meses, e a renovação decenal costuma pegar empresa desprevenida, porque marca vencida sem renovação pode cair em domínio público. O artigo completo sobre quanto custa registrar marca em Curitiba detalha a taxa de pedido e a de concessão com mais profundidade.
Por que isso importa mais pra quem nasce startup
Curitiba se vende ativamente como "cidade das startups" sob a marca Vale do Pinhão, com estrutura que vai do Pinhão Hub ao Worktiba, primeiro coworking público do Brasil, já responsável por receber mais de 260 empresas em estágio inicial. Negócio que nasce nesse ecossistema costuma pensar em produto e em investidor, não em calendário de taxa do INPI, e é justamente esse tipo de negócio que mais precisa pensar à frente: marca que vira ativo valioso depois de uma rodada de investimento é a mesma marca que fica exposta se a renovação passar batido dez anos depois.
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