Se a sua fatura da Meta parece mais alta que o orçamento que você definiu, a culpa não é do Gerenciador de Anúncios. Desde 1º de janeiro de 2026, a Meta repassa aos anunciantes no Brasil o PIS/Cofins e o ISS que antes ela mesma absorvia. Somadas, as alíquotas chegam a 12,15%, e quem não ajustou o planejamento está anunciando menos do que imagina.
A mudança foi comunicada pela Meta aos anunciantes em setembro de 2025 e vale para quem é faturado pela Facebook Serviços Online do Brasil Ltda.
Quanto custa a mais
Os impostos repassados são PIS/Cofins (9,25%) e ISS (2,9%). O efeito depende da forma de pagamento:
- Cartão de crédito (pós-pago): o imposto vem por cima do gasto. R$ 1.000 em anúncios viram uma fatura de R$ 1.138,30. O acréscimo efetivo sobre o gasto é de 13,83%.
- Pix, boleto pré-pago e Mercado Pago: o imposto sai de dentro do valor depositado. De um depósito de R$ 1.000, R$ 878,50 viram anúncio.
O Gerenciador de Anúncios continua mostrando o gasto sem imposto. Na nota fiscal, na fatura e no boleto aparecem o orçamento e os impostos discriminados.
E o Google Ads?
Segundo reportagem do Meio & Mensagem de janeiro de 2026, o Google informou aos anunciantes que o preço do Google Ads não ia mudar: os tributos passaram a aparecer discriminados na fatura sem aumentar o total. A mesma reportagem diz que o Google não descartou mudanças no futuro.
Por que isso importa no planejamento
Na prática, quem anuncia com cartão e calcula o retorno pelo número do Gerenciador está superestimando o resultado em quase 14%. Um ROAS (retorno sobre o investimento em anúncios) de 3 no painel vira algo perto de 2,6 quando você coloca na conta o que de fato saiu do caixa.
Quem paga com Pix tem outro problema: deposita R$ 1.000 achando que vai rodar R$ 1.000, e a campanha para antes do previsto.
Três ajustes para fazer agora:
- Recalcule o custo por resultado usando o valor da fatura, e não o do Gerenciador.
- Ajuste a verba para a Black Friday e o fim de ano considerando os 12,15% a mais.
- Converse com o seu contador: parte dos tributos pode virar crédito, dependendo do regime da empresa.
A reforma tributária entra nessa conta
A Meta citou a reforma tributária como um dos motivos para alinhar os preços. Em 2026, a CBS (0,9%) e o IBS (0,1%) aparecem na nota fiscal apenas como teste, sem cobrança. Nos próximos anos, a transição para os novos tributos deve mexer de novo no custo da mídia, então vale acompanhar.
O que fazer agora
Na Oneck Creative, a frente de Gestão de Tráfego trabalha com o custo real de cada resultado, com imposto incluído, para que a decisão de aumentar ou cortar verba seja tomada com o número certo.
Quer revisar o retorno das suas campanhas com a conta completa? Fale com a gente pelo WhatsApp ou conheça a Gestão de Tráfego da Oneck Creative.
Fontes: Comunicado oficial da Meta aos anunciantes (setembro de 2025); Pixnet: imposto nos anúncios da Meta em 2026.



