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Grupo invade firewalls e VPNs da Fortinet e da Palo Alto e expõe 70 mil credenciais

Relatório da Group-IB mostra que o grupo k0t usou falhas antigas e já corrigidas para entrar em firewalls e VPNs. A América Latina concentra parte grande das vítimas, segundo o THN.

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Grupo invade firewalls e VPNs da Fortinet e da Palo Alto e expõe 70 mil credenciais

Um grupo chamado k0t invadiu firewalls e VPNs da Fortinet e da Palo Alto Networks em vários países e expôs mais de 70 mil credenciais de equipamentos de rede, segundo relatório da Group-IB e da NyxLab publicado em 21 de outubro de 2026. O site especializado THN, que repercutiu o caso em 23/10, atribui 31,9% das vítimas à América Latina.

Firewall FortiGate e VPN GlobalProtect são comuns em empresas brasileiras de todos os tamanhos, inclusive escritórios pequenos que contrataram o equipamento uma vez e nunca mais mexeram. Se é o seu caso, este alerta é para hoje.

Grupo k0t: como entrouFalhas exploradas em equipamentos de bordaFalhas usadasCVE-2025-64446FortiWebCVE-2026-0257GlobalProtectCVE-2019-6693FortiOSO que vazou70 mil+ credenciaisde equipamentosdumps de LDAPusuários da redeTodas as falhas já tinhamcorreção disponível.Fonte: Group-IB e NyxLab (21/10/2026)

Como o grupo entrou

Segundo a Group-IB, o k0t explorou três falhas conhecidas, todas com correção disponível:

  • CVE-2025-64446, no FortiWeb, o firewall de aplicações web da Fortinet;
  • CVE-2026-0257, no PAN-OS GlobalProtect, a VPN da Palo Alto;
  • CVE-2019-6693, uma chave de criptografia padrão do FortiOS, o sistema dos firewalls FortiGate.
A terceira chama atenção pela idade: é de 2019. Ela permite decifrar dados sensíveis guardados na configuração do equipamento quando o administrador não ativou a criptografia própria.

O que foi exposto

Mais de 70 mil credenciais de equipamentos de rede e cópias de diretórios LDAP, que são as listas de usuários e senhas da rede da empresa. Com isso, o atacante pode entrar na rede interna como se fosse um funcionário.

A Group-IB encontrou sobreposição entre as vítimas do k0t e as listadas nos sites de vazamento dos grupos de ransomware Qilin e The Gentlemen, mas a relação não está confirmada.

A Ásia-Pacífico concentra 37,6% dos domínios afetados. Segundo os autores, a distribuição reflete onde há mais equipamentos expostos, e não um alvo escolhido. O número de 31,9% para a América Latina aparece no THN, mas não no resumo do relatório original que conseguimos ler. O Brasil não é citado nominalmente.

Tem FortiGate ou Palo Alto?Recomendações da Group-IB1Feche a gestãofora da internet aberta2Aplique as correçõesas três falhas do relatório3Ative a criptografiaprivate-data-encryption4Troque credenciaisLDAP e Active Directory5Exija dois fatoresVPN e acesso administrativo6Procure acesso remotoMeshCentral, Atera, AnyDeskFonte: Group-IB, relatório de 21/10/2026

O que fazer agora

As recomendações da Group-IB, traduzidas para a rotina de uma empresa pequena:

  1. Tire a gestão do firewall da internet. A tela de administração do FortiGate, do FortiWeb ou do Palo Alto não deve ficar acessível de qualquer lugar.
  2. Aplique as correções. Confira com o fornecedor ou com quem instalou se o equipamento está numa versão que corrige as três falhas.
  3. Ative a criptografia de dados privados no Fortinet (private-data-encryption), para que a chave padrão deixe de servir.
  4. Troque as credenciais LDAP e do Active Directory guardadas nos equipamentos.
  5. Exija autenticação em dois fatores na VPN e no acesso administrativo.
  6. Procure programas de acesso remoto que ninguém instalou, como MeshCentral, Atera ou AnyDesk, e sinais de uso do Rclone, ferramenta usada para copiar dados para fora.

Por que isso pesa para a pequena empresa

O firewall costuma ser instalado uma vez, por um técnico ou pela operadora, e esquecido. Ninguém atualiza, a senha de administrador é a mesma desde a instalação e a VPN aceita login só com senha. É o cenário perfeito para um grupo que trabalha com falhas antigas: ele não precisa de nada novo, só de equipamento parado no tempo.

Nem sempre a empresa sabe que tem um FortiGate: muitas vezes o equipamento veio no pacote do provedor de internet ou foi instalado por um técnico terceirizado. O primeiro passo é descobrir que aparelho está entre a sua rede e a internet, quem tem a senha dele e quando foi a última atualização.

Trocar credenciais em massa é a parte mais trabalhosa. Um gerenciador de senhas corporativo ajuda a saber onde cada senha está e a trocar todas sem perder o controle; o OneckPass, de outra empresa, é uma opção para isso.

O que ainda não se sabe

Não há lista de vítimas brasileiras, e o vínculo com o ransomware Qilin segue sem confirmação. Também não se sabe quantos dos equipamentos invadidos ainda estão com as falhas abertas. Por isso, a recomendação é tratar o próprio equipamento como suspeito até conferir.

Onde a Oneck entra

A frente de Software & Sistemas da Oneck Creative desenvolve e mantém sistemas com controle de acesso, rotina de atualização e revisão das portas abertas para a internet. Se você não sabe quem cuida do firewall ou da VPN da sua empresa, fale com a gente pelo WhatsApp ou conheça a Software & Sistemas da Oneck Creative.

Fontes: Group-IB: relatório sobre o grupo k0t e os equipamentos de borda; THN: invasores atacam firewalls corporativos.

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