Quem anuncia moda infantil, produtos para bebê, fotografia de família ou qualquer coisa com criança na imagem precisa revisar os anúncios antes de 11 de janeiro de 2027. O Google publicou em 22 de outubro de 2026 uma nova política de anúncios chamada Segurança Infantil (Child Safety), com dois níveis de punição. No mais grave, a conta é suspensa assim que a violação é detectada, sem aviso prévio.
A regra anterior, sobre abuso e exploração sexual infantil, ficava dentro da política de Conteúdo Inadequado. Agora ela vira uma política própria, com nome novo e uma faixa a mais, que pega situações sem conotação sexual nenhuma. É nessa faixa que o anunciante comum pode tropeçar.
O que muda
Segundo o aviso do Google, a política proíbe "qualquer conteúdo que prejudique, explore ou ponha em risco menores", ou seja, qualquer pessoa com menos de 18 anos. Ela vale para áudio, texto e imagem, e, segundo o PPC Land, inclui conteúdo real, ficcional, simulado, desenho animado, gerado por IA ou editado.
A política fica dividida em dois níveis:
- Violações graves (Egregious Child Safety Violations): material de abuso sexual infantil, aliciamento, sextorsão e tráfico de crianças. A conta é suspensa na detecção, sem aviso, e a reativação só acontece em "circunstâncias convincentes", nas palavras do Google.
- Outras violações (Other Child Safety Violations): conteúdo que não é ilegal em si, mas pode ser usado para fins de exploração. O exemplo dado pelo Google é a nudez infantil sem conotação sexual. Aqui, o anunciante recebe aviso pelo menos 7 dias antes de qualquer suspensão.
Por que isso pega o anunciante comum
Ninguém de boa-fé anuncia o que está no primeiro nível. O risco está no segundo. Uma foto de bebê no banho para vender toalha com capuz, uma criança só de fralda num anúncio de fralda, um ensaio de recém-nascido no portfólio do fotógrafo: são imagens comuns no varejo e que se encaixam no exemplo do próprio Google.
O aviso de 7 dias dá tempo de reagir, desde que alguém leia o e-mail e entre na conta. Quem deixa o Google Ads rodando sozinho pode descobrir o problema só com a conta suspensa, no meio da temporada de fim de ano ou logo depois dela.
O que fazer agora
- Liste os anúncios com criança na imagem ou no vídeo, inclusive recursos de Performance Max, Demand Gen e vídeos.
- Troque as imagens com nudez infantil, mesmo que inocente. Bebê de body, criança vestida ou só o produto resolvem.
- Revise o texto, porque a política vale também para texto e áudio.
- Cuidado com imagem gerada por IA, que entra na regra do mesmo jeito.
- Confira o e-mail cadastrado na conta e quem recebe os avisos de política, para não perder o prazo de 7 dias.
- Faça a revisão antes de 11/01/2027, de preferência antes da Black Friday, quando ninguém tem tempo de mexer em criativo.
O que ainda não se sabe
O aviso do Google não cita países nem traz exceção, mas também não menciona o Brasil, e não há versão em português até agora. O texto também não diz se a regra vale para Shopping, Merchant Center, YouTube ou Display & Video 360, que a política de 2025 cobria, segundo o PPC Land. Não há ferramenta anunciada para identificar os anúncios afetados, e o Google não informou se anúncios já aprovados serão revisados de novo.
Onde a Oneck entra
Conta suspensa no Google Ads para as vendas na hora, e na violação grave a volta só acontece em caso excepcional. Na gestão de tráfego da Oneck Creative, revisar criativo contra a política do Google faz parte da rotina, junto com quem recebe os avisos da conta e o prazo de cada mudança. Se você anuncia produtos infantis e quer revisar a conta antes de janeiro, fale com a gente pelo WhatsApp ou conheça a Gestão de Tráfego da Oneck Creative.
Fontes: Google Ads, Central de Políticas: atualização da política de abuso e exploração sexual infantil (janeiro de 2027), publicada em 22/10/2026; PPC Land: Google Ads divide regras de segurança infantil em dois níveis de punição a partir de 11 de janeiro (25/10/2026).



