Um vazamento de dados custa, em média, R$ 7,44 milhões para uma empresa no Brasil. É o maior valor da série histórica no país, segundo o recorte brasileiro do relatório Custo de uma Violação de Dados 2026, da IBM, divulgado em 15 de outubro de 2026. Em 2025, a média tinha sido de R$ 7,19 milhões.
O número assusta, mas o relatório traz uma informação mais útil para quem decide onde investir: o que encarece e o que barateia um incidente.
Os números do Brasil
Segundo as reportagens do Canaltech e da Convergência Digital, com dados apresentados por executivos da IBM:
- Custo médio: R$ 7,44 milhões por violação em 2026, alta de 3,5% sobre os R$ 7,19 milhões de 2025.
- Setores mais caros: saúde (R$ 12,55 milhões), tecnologia (R$ 8,96 milhões) e serviços (R$ 8,63 milhões).
- Porta de entrada mais comum: phishing, incluindo golpes por voz e SMS, em 16% dos casos, com custo médio de R$ 7,93 milhões. O ataque pela cadeia de fornecedores aparece empatado, também com 16%, e custo médio de R$ 7,32 milhões.
- Amostra: 42 organizações brasileiras, entre 602 no mundo, que sofreram violações entre março de 2025 e fevereiro de 2026. A pesquisa é conduzida pelo Ponemon Institute.
O que encarece um vazamento
Dois fatores pesaram no Brasil:
- TI paralela (shadow IT): sistemas, planilhas e aplicativos usados sem controle da empresa somaram, em média, R$ 720,3 mil ao custo de cada violação.
- Complexidade dos sistemas de segurança: muitas ferramentas que não conversam entre si somaram R$ 645,2 mil.
O que barateia
Segundo o relatório, as empresas brasileiras que usam amplamente inteligência artificial e automação na segurança tiveram custo médio 30% menor. Quem não usa ficou em R$ 8,69 milhões, mais de R$ 2,6 milhões acima.
Outras práticas reduziram o custo por incidente:
- Testes de segurança ofensivos: R$ 579.422 a menos.
- Criptografia: R$ 478.111 a menos.
- Gestão de credenciais: R$ 454.700 a menos.
O que isso significa para uma empresa média
A amostra da IBM é de organizações maiores, então os valores não se aplicam um a um a uma empresa pequena. A lógica, porém, vale para qualquer tamanho:
- A maior parte dos ataques começa numa pessoa. Phishing lidera. Treinar a equipe e usar autenticação em dois fatores fecha a porta mais usada.
- Fornecedor também é porta de entrada. Cada ferramenta com acesso aos seus dados precisa de controle de acesso e de só os dados de que realmente precisa.
- Sistema improvisado custa caro depois. Planilha compartilhada com dados de cliente, senha anotada e aplicativo instalado sem controle são exatamente o que o relatório chama de TI paralela.
- Credencial bem guardada economiza. Gestão de credenciais aparece entre os fatores que mais reduzem o custo. Para pessoas e pequenas equipes, um gerenciador de senhas como o OneckPass é um primeiro passo, com opção gratuita.
O que fazer agora
Segurança barata é a que entra no projeto desde o início. Corrigir depois do vazamento sai muito mais caro.
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Fontes: Canaltech: custo de violação de dados bate recorde no Brasil e chega a R$ 7,44 milhões (15/10/2026); Convergência Digital: custo médio de uma violação de dados no Brasil bate recorde (15/10/2026); IBM: Cost of a Data Breach Report 2026; IBM Newsroom: estudo global de 29/07/2026.



