Breakeven ROAS é o retorno mínimo sobre investimento em mídia paga que uma empresa precisa atingir para não ter prejuízo em uma campanha, considerando a margem do produto vendido. ROAS, sigla de Return on Ad Spend, mede quanto de receita volta para cada real investido em anúncios. Breakeven é o ponto exato em que essa receita cobre os custos e o resultado é zero, nem lucro nem prejuízo.
O cálculo parte da margem do produto: se um produto tem margem de 25%, a empresa precisa faturar quatro reais para cada real de custo direto coberto, o que significa que o ROAS mínimo para não perder dinheiro naquela campanha é de 4:1. Produtos com margem mais apertada exigem ROAS de breakeven mais alto; produtos com margem generosa toleram ROAS mais baixo sem entrar no vermelho. Ignorar essa relação e definir uma meta de ROAS genérica, como "queremos 3:1 em todas as campanhas", sem checar se aquele número cobre a margem específica de cada produto, é decidir metas sem saber se elas dão lucro ou prejuízo.
Esse é exatamente o motivo pelo qual toda meta de ROAS deveria começar pelo cálculo do breakeven, e não o contrário. Definir a meta primeiro e verificar a margem depois inverte a lógica financeira da coisa: a meta vira um número arbitrário em vez de um piso calculado a partir do que o negócio pode sustentar.
O erro mais comum ao trabalhar com breakeven ROAS é calcular a margem usando só o custo do produto, esquecendo custos variáveis adicionais que também comem a rentabilidade da venda, como frete, taxa de gateway de pagamento, comissão de marketplace ou embalagem. Quando esses custos ficam de fora da conta, o breakeven ROAS calculado fica artificialmente baixo, e campanhas que parecem lucrativas no relatório de mídia estão, na realidade, operando abaixo do ponto de equilíbrio real do negócio.



