
FTE (Full-Time Equivalent): a Matemática de Gente Real
FTE converte carga de trabalho em equivalente de tempo integral, mostrando a capacidade real de um time além da simples contagem de cabeças. É a diferença entre headcount e trabalho de verdade.
20 anos de mercado viram artigo aqui: marketing, SEO, GEO, registro de marcas e tecnologia. Sem hype, com a parte que importa.
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FTE converte carga de trabalho em equivalente de tempo integral, mostrando a capacidade real de um time além da simples contagem de cabeças. É a diferença entre headcount e trabalho de verdade.

Dotted line é o reporte secundário de uma estrutura matricial, indicado por linha pontilhada no organograma. Na teoria alinha áreas diferentes; na prática, sem escopo claro, vira fonte de conflito.

Direct report é a pessoa que reporta formalmente a um gestor específico, com poder real sobre avaliação, promoção e desligamento. É o vínculo mais concreto de toda hierarquia.

VP é o degrau entre o C-level e a diretoria operacional em estruturas americanas, com orçamento e autoridade de P&L. No Brasil, o título costuma aparecer sem a estrutura por trás, como enfeite de crachá.

SVP e EVP existem para organizar hierarquia entre múltiplos vice-presidentes em empresas grandes. Quando aparecem numa empresa enxuta sem essa escala, geralmente são só promoção de crachá.

Superintendente costuma ficar entre a diretoria e a gerência regional, típico de setores regulados como banco, energia e saúde. Fora desses setores, o título soa deslocado, quase arqueológico.

Head of é importado do modelo de produto americano, pensado pra quem lidera uma squad multidisciplinar com autonomia real. No Brasil, virou moda de startup, às vezes usado sem estrutura nenhuma por trás.

Gerente deveria significar quem lidera um time na execução tática, entre a coordenação e a diretoria. No Brasil, virou também o título de quem gerencia uma equipe de uma pessoa só: ele mesmo.

General Manager é quem responde pela operação completa de uma unidade, filial ou franquia, com autoridade de P&L sobre aquele pedaço específico do negócio. No Brasil, é comum em rede, hotel e operação multiunidade.

Diretor Executivo deveria significar quem responde pela operação inteira, com autoridade de verdade sobre orçamento e resultado. No Brasil, virou o título mais fácil de distribuir para reter gente sem dar aumento.

Vesting é o período em que a participação de um sócio ou funcionário vai sendo conquistada aos poucos, em vez de entregue de uma vez. Sem ele, quem sai cedo leva a mesma fatia de quem ficou.

Sócio-cotista é quem detém cotas do capital social de uma sociedade limitada, registradas em contrato social. Sem cláusula de saída bem escrita, sair da sociedade pode virar um processo mais longo do que entrar.

Founder é quem cria a empresa do zero, co-founder é quem se junta antes de existir produto ou salário digno. A diferença entre os dois costuma virar briga quando o dinheiro finalmente aparece.

ESOP é o plano que reserva uma fatia da empresa para dar aos funcionários o direito de comprar ações a um preço fixo no futuro. No Brasil, esse direito esbarra numa dúvida jurídica que os EUA não têm.

Equity é a fatia de propriedade que alguém tem sobre a empresa. Só vira dinheiro de verdade num evento de liquidez, e é aí que a promessa de 'ficar rico' costuma esbarrar na realidade.

Diluição societária é a redução do percentual de participação de um sócio sempre que a empresa emite novas cotas ou ações, geralmente para receber investimento. O valor pode subir e o percentual cair ao mesmo tempo.

Cap table é a tabela que lista todos os sócios, investidores e suas respectivas participações. Parece detalhe administrativo até o dia em que um erro nela trava uma rodada inteira.

Shareholder é quem tem participação acionária na empresa. Stakeholder é qualquer parte interessada afetada por ela, do funcionário ao fornecedor. Confundir os dois muda completamente pra quem uma decisão de negócio é justificada.

Governança Corporativa é o sistema de regras, processos e controles que define como uma empresa é dirigida e fiscalizada. No papel é sobre proteção de acionista; na prática brasileira, é sobre sobreviver à sucessão sem quebrar.

Dever fiduciário é a obrigação legal de administradores e conselheiros de agir no melhor interesse da empresa e dos sócios, não no interesse pessoal. No Brasil, ele é invocado depois do estrago, quase nunca antes.

O Conselho Fiscal existe para fiscalizar as contas e os atos da administração em nome dos acionistas, separado do Conselho de Administração. Na maioria das empresas brasileiras fechadas, só aparece quando a lei ou um investidor obriga.

Compliance é a função responsável por garantir que a empresa cumpra leis, normas e políticas internas, prevenindo risco antes que ele vire prejuízo ou processo. Muita empresa brasileira só instala isso depois de já ter apanhado.

Chairman é quem preside o Conselho de Administração, conduz as reuniões e coordena a fiscalização da diretoria. Não é o chefe do CEO no sentido hierárquico comum, mas em empresa brasileira essa linha costuma ficar borrada de propósito.

O Board of Directors é o órgão colegiado que fiscaliza a gestão, aprova decisões estratégicas e responde legalmente pelos rumos da empresa. No Brasil, muita vez ele existe no papel e não existe na prática.