O INPI divulgou nesta terça, 27 de outubro de 2026, o Anuário Estatístico de Propriedade Industrial 2025, com os números definitivos do ano passado. O dado principal: o instituto recebeu 504.313 pedidos de marca em 2025, alta de 7,8% sobre 2024 e o maior volume da história. A estimativa de "quase 505 mil" já circulava desde fevereiro; agora vem o retrato completo, com quem pediu, em que área e quanto foi concedido.
E o retrato tem a cara do cliente da Oneck: empresa pequena, varejo e pessoa física.
Os números de 2025
Segundo o anuário, que cobre de 2016 a 2025:
- 504.313 pedidos de marca, alta de 7,8%. Os pedidos de residentes no Brasil subiram 7,7% e os de estrangeiros, 9,6%;
- o Brasil responde por 91% dos pedidos. Entre os estrangeiros, Estados Unidos (22% dos pedidos de não residentes) e China (19%) aparecem na frente;
- 191.387 registros concedidos, alta de 10,2%;
- 2.148.053 marcas em vigor em 31 de dezembro de 2025, contra 2.005.501 um ano antes (alta de 7,1%).
Entre 2016 e 2025, a alta média dos pedidos foi de 13,1% ao ano. Em dez anos, registrar marca deixou de ser coisa de empresa grande.
Quem está pedindo marca
Pessoas físicas responderam por 32% dos pedidos de residentes e tiveram a maior alta: 17,2%, ou 21.433 pedidos a mais que em 2024. As pessoas jurídicas somaram 11.282 pedidos a mais. Entre os residentes, em números absolutos, as pessoas físicas puxaram a alta do ano.
Empresas de menor porte aparecem com 47,9% nos pedidos de marca, contra 17,5% das médias e grandes, segundo o anuário.
Mulheres são 37% das pessoas físicas brasileiras que pediram marca: 56.760 depositantes, alta de 19%. São Paulo (19.471), Rio de Janeiro (6.037) e Minas Gerais (5.853) lideram.
Entre as empresas, o comércio varejista está na frente, com 21,8% dos pedidos, seguido do atacado (6,6%) e da educação (5,1%).
As classes mais disputadas
Nos pedidos de residentes, a classe 35 (negócios e publicidade, onde entram comércio, varejo e muitas lojas virtuais) teve 106.797 pedidos, 23,3% do total. Depois vêm a classe 41 (educação, cursos e entretenimento), com 14%, e a classe 42 (tecnologia e software), com 5,8%. As dez classes mais pedidas concentram 71,2% dos pedidos.
Na prática, quase um em cada quatro pedidos brasileiros disputa espaço na mesma classe. Quanto mais gente pede marca na classe 35, maior a chance de esbarrar num nome parecido já registrado. É por isso que a busca prévia pesa tanto: na RPI 2912, desta terça, o principal motivo de indeferimento foi a reprodução ou imitação de marca anterior (art. 124, XIX, da LPI), pelo levantamento que a Oneck fez nos PDFs da revista.
O anuário traz ainda um dado para quem tem tecnologia própria: os pedidos de registro de programa de computador subiram 36,1% em 2025, e "aplicativos" aparecem em 42,8% deles.
O que esses números dizem para você
Algumas leituras práticas, sem exagero:
- A concorrência por nome aumentou. Com 2,1 milhões de marcas em vigor e meio milhão de pedidos por ano, a chance de alguém já ter um nome parecido com o seu é maior a cada ano. Quem ainda não registrou está deixando a porta aberta.
- Pequeno também registra. Pessoa física responde por um terço dos pedidos de residentes, e as empresas de menor porte aparecem bem à frente das médias e grandes. O argumento "marca é coisa de empresa grande" não se sustenta nos números do próprio INPI.
- Classe errada custa caro. Num mercado concentrado em poucas classes, escolher bem onde proteger faz diferença entre um registro útil e um registro que não cobre a sua atividade.
O que fazer agora
- Confira se a sua marca já tem pedido no INPI, no seu nome ou no da sua empresa, e em qual classe.
- Faça uma busca prévia antes de investir em fachada, embalagem ou domínio. Nome parecido na mesma classe pode barrar o seu pedido.
- Revise as classes se o seu negócio mudou: quem começou com loja física e hoje vende cursos ou tem app pode precisar de proteção nas classes 41 ou 42.
- Se você tem software próprio, lembre que o registro do programa e o registro da marca são pedidos separados.
- Fique de olho no calendário: o INPI informou que não terá expediente na sexta, 30 de outubro, por causa do ponto facultativo do Dia do Servidor. O expediente desta quarta, 28, segue normal.
O que o anuário não mostra
O relatório fala em "empresas de menor porte" e não separa os pedidos feitos por MEI. Também não detalha, no trecho analisado, o total de pedidos de marca por estado. E a nota sobre o ponto facultativo não diz se há efeito sobre prazos que vencem em 30/10; se você tem prazo nessa data, não conte com prorrogação sem confirmação oficial.
Onde a Oneck entra
A Oneck Creative acompanha pedidos de marca desde 2004 e já cuidou de mais de 500 marcas. A gente faz a busca prévia, indica as classes certas para a sua atividade e acompanha o processo em todas as revistas do INPI. Se a sua marca ainda não tem pedido, ou se você não sabe em que classe ela está, fale com a gente pelo WhatsApp ou conheça o Registro de Marcas da Oneck Creative.
Fontes: INPI: INPI divulga o Anuário Estatístico de Propriedade Industrial 2025 (27/10/2026); INPI: Anuário Estatístico de Propriedade Industrial 2025, PDF (outubro de 2026); INPI: ponto facultativo do Dia do Servidor será em 30 de outubro (27/10/2026).