Empresários de Joaçaba, em Santa Catarina, estão pagando boletos falsos que imitam cobranças do registro de marca. A reportagem saiu em 22 de outubro de 2026 no portal regional Eder Luiz e descreve um golpe que nada tem de regional: a cobrança chega por e-mail, carta ou WhatsApp, traz o nome da empresa, a marca e o número do pedido, e pede pagamento com prazo curto.
O detalhe que engana é justamente esse. Os dados do seu pedido são públicos, porque o INPI publica os processos na Revista da Propriedade Industrial (RPI). Quem monta o golpe só precisa copiar o que já está lá e colocar um código de barras no fim.
Como o golpe funciona
Segundo a reportagem, a cobrança falsa costuma ter:
- Dados reais do seu processo: nome da empresa, marca e número do pedido;
- Aparência oficial, com termos como "taxa", "anuidade" ou "manutenção do registro";
- Prazo curto e ameaça, sugerindo que a marca será perdida se o boleto não for pago;
- Canal informal, como WhatsApp, e-mail genérico ou carta.
O que o INPI diz
O INPI mantém desde 2018 uma página chamada "Alerta contra Fraudes", atualizada em dezembro de 2023. Ela descreve quatro tipos de conduta de falsos procuradores e intermediários:
- uso indevido do nome, sinal ou imagem do INPI;
- uso indevido de dados pessoais tirados dos processos;
- publicidade indevida;
- obtenção de vantagem por indução a erro, que é o estelionato.
A mesma página lembra um ponto que confunde muita gente: desde 2014, qualquer pessoa pode atuar como procurador de terceiros no INPI. Isso abre espaço para empresas sérias e também para quem só quer vender boleto.
Como separar cobrança real de golpe
A taxa oficial do registro de marca existe e precisa ser paga, mas ela tem caminho próprio. Os valores ficam na página "Custos e Pagamento" do portal do INPI e as cobranças correspondem a um serviço que você ou o seu procurador pediu no sistema do Instituto.
Antes de pagar qualquer coisa, faça três perguntas:
- Fui eu (ou o meu procurador) que pedi esse serviço? Taxa oficial não aparece do nada.
- Quem é o beneficiário do boleto? Se for uma empresa desconhecida ou uma pessoa física, desconfie.
- O que diz o meu processo? Consulte o número na busca do INPI e veja se há alguma exigência ou cobrança publicada.
Caiu? O que fazer agora
- Guarde tudo: boleto, comprovante de pagamento, e-mail, mensagens e o número de quem enviou.
- Registre boletim de ocorrência. É a orientação do advogado ouvido pela reportagem e do próprio INPI para os casos de estelionato.
- Avise a Ouvidoria do INPI se a cobrança usou o nome do Instituto ou dados do seu processo.
- Fale com o seu banco o quanto antes, informando que o pagamento foi feito a partir de fraude.
- Confira o processo. Pagar o boleto falso não mexe no seu pedido, mas vale ver se existe algum prazo real correndo que ficou esquecido no meio da confusão.
Por que a sua marca vira alvo
Todo pedido de marca é publicado. Assim que o seu processo aparece na RPI, o seu nome, a sua marca e o número do pedido ficam disponíveis para quem quiser ler. Os golpistas usam essa vitrine para mandar cobranças em massa, apostando que o empresário não sabe quais taxas existem nem quando vencem.
A melhor defesa é ter alguém de confiança controlando o processo. Quando você sabe exatamente o que foi pedido, quanto custa e quando vence, uma cobrança estranha se denuncia sozinha.
Onde a Oneck entra
Na Oneck Creative, a equipe de Registro de Marcas acompanha cada pedido na RPI, avisa o cliente sobre toda taxa oficial antes do vencimento e confere qualquer cobrança suspeita que chegue. São mais de 500 marcas registradas desde 2004. Recebeu um boleto estranho? Mande para a gente pelo WhatsApp antes de pagar, ou conheça o Registro de Marcas da Oneck Creative.
Fontes: Portal Eder Luiz: Golpe do boleto, empresários da região estão pagando taxas falsas para registrar a marca; INPI: Alerta contra Fraudes.



